Quando feita à revelia, quando feita sem paixão, mesmo que, sobre ela, haja certo profissionalismo. Há comerciais - impressos, televisivos e na Internet - de completo mau gosto, que foram desenvolvidos por agências com certo renome e experiência de mercado, fato este até mesmo estranho e de difícil assimilação. Mas, por que isso ocorre?
Na verdade, isso se dá devido a uma série de fatores que, num efeito dominó, acabam por derrubar completamente a comunicação, ou a mensagem que nela está contida. Um desses fatores é externo e diz respeito ao "empresário que entende de tudo", inclusive, de propaganda. Esse tipo de empresário, que normalmente não quer saber da criatividade dos profissionais da agência, palpita em todos os pontos e dita, ele mesmo, a redação e as imagens que farão seu comercial. Ele pode entender e compreender tudo o que se passa dentro dos limites de sua empresa, mas, daí ser também um "publicitário", não haveria necessidade alguma em contratar uma agência.
Outro fator, interno, é a falta de interação entre os profissionais da agência. Todos devem estar em perfeita sintonia quanto ao material publicitário de uma conta, a fim de conseguirem o objetivo maior, que é a sensibilização do público alvo e, claro, a conseqüente satisfação do cliente. A redação e a arte formam a dupla de criação e não perambulam sozinhas dentro da agência. Essa dupla, de forma alguma, deve pensar que é única: ela depende também de outros profissionais da propaganda, ou seja, o pessoal do tráfego, do atendimento, da recepcionista e, por que não, até mesmo daquela maravilhosa pessoa que nos serve o cafezinho todos os dias.
Propaganda mal feita, ou feita com egoísmo mata. Mata o cliente e mata também sua agência.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
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