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A edição 1411 do jornal especializado em publicidade e marketing, Meio & Mensagem, com data de 31 de Maio de 2010, trouxe o especial Agências & Anunciantes 2010, que já se tornou uma fonte tradicional de consulta de todo o mercado.
Entre 2002 e 2009, subiu de 19,3% para 28,3% a participação dos 30 maiores anunciantes da iniciativa privada na compra total de mídia no país. No caso das agências, neste mesmo intervalo de oito anos, cresceu de 45,7% para 55,1% a participação na compra de mídia das 50 maiores.
Um pequeno grupo de 19 empresas controladas total ou majoritariamente pelas gigantes multinacionais da publicidade (Aegis, Dentsu, Havas, Interpublic, Omnicom, Publicis e WPP) respondeu por um terço de toda a compra de mídia no Brasil. O índice de 32,9% constatado em 2009 contrasta com os 24,6% de 2002. Veja nas tabelas abaixo os dez primeiros dos rankings de agências e anunciantes.
As 10 maiores agências de 2009 - com desconto (em R$ mil)
1- Y&R - R$ 1.864.505
2- AlmapBBDO - R$ 689.821
3- BorghiErh/Lowe - R$ 597.804
4- Ogilvy & Mather Brasil - R$ 584.122
5- JWT - R$ 573.375
6- Neogama/BBH - R$ 524.430
7- DM9DDB - R$ 514.467
8- Fischer+Fala - R$ 432.374
9- Africa - R$ 427.769
10- F/Nazca S&S - R$ 393.881
Os 10 maiores anunciantes em 2009 - com desconto (em R$ mil)
1- Casas Bahia - R$ 1.186.166
2- Unilever Brasil - R$ 793.076
3- Ambev - R$ 373.165
4- Caixa (GFC) - R$ 350.279
5- Bradesco - R$ 288.150
6- Hypermarcas - R$ 287.227
7- Fiat - R$ 256.052
8- Hyundai Caoa - R$ 228.269
9- Petrobras (GFC) - R$ 225.336
10- TIM Brasil - R$ 220.421
A seguir, a lista das 30 empresas anunciantes que mais compraram mídia no Brasil em 2009, com os valores de investimentos (em R$) reportados pelo ranking do Ibope Monitor:
1º Casas Bahia – 3.059.239.000
2º Unilever – 1.941.632.000
3º Ambev – 914.580.000
4º Caixa Econômica Federal – 847.500.000
5º Hyundai Caoa – 744.504.000
6º Fiat - 737.947.000
7º Bradesco – 735.412.000
8º Hypermarcas – 682.147.000
9º TIM – 577.903.000
10º Ford - 557.021.000
11º Petrobras – 546.736.000
12º GM - 508.018.000
13º Coca-Cola – 492.906.000
14º Volkswagen – 485.956.000
15º Danone – 464.430.000
16º Reckitt Benckiser – 460.429.000
17º Vivo – 456.328.000
18º Claro - 452.736.000
19º Colgate Palmolive – 431.011.000
20º Grupo Pão de Açúcar – 421.425.000
21º Itaú – 415.494.000
22º Cervejaria Petrópolis – 397.799.000
23º Ponto Frio – 392.181.000
24º Procter & Gamble – 372.654.000
25º Peugeot Citroën – 368.288.000
26º Insinuante - 361.277.000
27º Banco do Brasil – 333.711.000
28º Avon – 301.548.000
29º Ricardo Eletro – 300.236.000
30º Supermercado Guanabara – 289.206.000
Fonte: Meio & Mensagem On-line
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
O Outdoor da controvérsia
Na Itália, uma agência publicitária decidiu usar a imagem de Hittler para compor a mensagem de um outdoor para uma loja de roupas. Até aí, um tanto quanto estranho, mas a coisa pegou porque Hitler está de vestido de rosa, com um coração no braço, tomando o lugar da suástica.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Partigiani Italianos (Anpi), Ottavio Terranova, trata-se de um "fato grave que afeta os democratas sicilianos, ofende aqueles que combateram o fascismo e o nazismo e viola os princípios democráticos e constitucionais".
Por outro lado, o publicitário e dono da agência, Daniele Manno, afirmou que o objetivo era "ridicularizar Hitler", e ao mesmo tempo, "convidar os jovens a não se deixar condicionar por seus chefes". O anúncio era uma provocação para chamar a atenção do público, e não uma apologia ao nazismo. E não vai parar por aí: o próximo a ser ridicularizado será Mao Tsé Tung, falecido líder comunista revolucionário chinês.
Se o que Manno queria era criar controvérsias e uma bela polêmica, ele atingiu seu objetivo. E, com certeza, polêmicas e controvérsias são excelentes armas para chamar a atenção e persuadir.
Abaixo, uma foto do polêmico outdoor, onde se lê: "Mude o estilo. Não siga o seu líder". Em italiano, somente a palavra "cambia" (mude, troque).
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Partigiani Italianos (Anpi), Ottavio Terranova, trata-se de um "fato grave que afeta os democratas sicilianos, ofende aqueles que combateram o fascismo e o nazismo e viola os princípios democráticos e constitucionais".
Por outro lado, o publicitário e dono da agência, Daniele Manno, afirmou que o objetivo era "ridicularizar Hitler", e ao mesmo tempo, "convidar os jovens a não se deixar condicionar por seus chefes". O anúncio era uma provocação para chamar a atenção do público, e não uma apologia ao nazismo. E não vai parar por aí: o próximo a ser ridicularizado será Mao Tsé Tung, falecido líder comunista revolucionário chinês.
Se o que Manno queria era criar controvérsias e uma bela polêmica, ele atingiu seu objetivo. E, com certeza, polêmicas e controvérsias são excelentes armas para chamar a atenção e persuadir.
Abaixo, uma foto do polêmico outdoor, onde se lê: "Mude o estilo. Não siga o seu líder". Em italiano, somente a palavra "cambia" (mude, troque).
Foto: Alessandro Fucarini/AP
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Children See, Children Do.
A publicidade sempre fez uso da imagem do herói para conseguir o approach e conquistar a confiança do público. E isso não tem sido diferente nos dias atuais, muito pelo contrário e, assim como Hollywood, os antigos heróis têm estado cada vez mais próximos do público, como que ressuscitados para uma única finalidade: persuasão.
Mas, será que funciona? Levando-se em consideração os seguintes fatores: a) esse tipo de propaganda - usando o super-herói, principalmente, o "da hora" - ser mais voltada ao público infanto-juvenil; b) esse mesmo público ter o herói como referência pessoal; e c) tomando por base a máxima "Crianças vêem, crianças fazem" (da campanha "Children see, children do", lançada em setembro de 2006 pela ONG australiana Associação Nacional pela Prevenção de Abuso e Negligência Infantil), pode-se dizer, com certeza, que esse tipo de abordagem realmente funciona.
O vídeo abaixo foi criado pela agência Deutsch LA e produzido por Prettybird e Cut + Run para a campanha de uma bebida refrigerante, a Dr. Pepper. Esse vídeo, além de referir-se ao Homem de Ferro, tem a participação especial do criador deste e de outros super-heróis, o verdadeiro herói Stan Lee. Confira.
Os heróis criados por Stan Lee, por exemplo, que o digam. Sendo assim, personagens como o Homem de Ferro, que, atualmente, está bombando nos cinemas em sua segunda aventura cinematográfica, e outros tantos que já passaram pelas cercanias da publicidade, possuem muito mais força na mensagem do que seus poderes sobre-humanos podem fazer. Isto é, os heróis conseguem penetrar no coração e na mente de seus fãs e trabalham, neles, o que se chama de "efeitos de sentido", o qual procura "aguçar a reflexão dos telespectadores acerca da importância de os adultos serem um modelo de referência positiva às crianças."
Acredito que, nesse início de século XXI, está ocorrendo o renascimento daqueles heróis criados por Stan Lee, desde a década de 40. Isso quer dizer que eles serão, por um bom tempo, ainda, importantes personagens e confiáveis referências no meio publicitário, pois possuem poder de persuasão inigualável, primeiro, devido ao seu heroísmo (mesmo que advindo de uma fantasia do criador) e, segundo, por atingirem um público que "faz o que vê", especialmente, se, quem estiver no comando, for um adulto. Pois, que venham os heróis e consigam fazer dessa nova galera uma geração de pessoas responsáveis e independentes, no futuro. What children see, children do.
Fontes:
http://www.unioeste.br/prppg/mestrados/letras/revistas/travessias/ed_001/linguagem/AN%C1LISE%20SEMI%D3TICA%20DA%20CAMPANHA%20PUBLICIT%C1RIA.pdf
Mas, será que funciona? Levando-se em consideração os seguintes fatores: a) esse tipo de propaganda - usando o super-herói, principalmente, o "da hora" - ser mais voltada ao público infanto-juvenil; b) esse mesmo público ter o herói como referência pessoal; e c) tomando por base a máxima "Crianças vêem, crianças fazem" (da campanha "Children see, children do", lançada em setembro de 2006 pela ONG australiana Associação Nacional pela Prevenção de Abuso e Negligência Infantil), pode-se dizer, com certeza, que esse tipo de abordagem realmente funciona.
O vídeo abaixo foi criado pela agência Deutsch LA e produzido por Prettybird e Cut + Run para a campanha de uma bebida refrigerante, a Dr. Pepper. Esse vídeo, além de referir-se ao Homem de Ferro, tem a participação especial do criador deste e de outros super-heróis, o verdadeiro herói Stan Lee. Confira.
Os heróis criados por Stan Lee, por exemplo, que o digam. Sendo assim, personagens como o Homem de Ferro, que, atualmente, está bombando nos cinemas em sua segunda aventura cinematográfica, e outros tantos que já passaram pelas cercanias da publicidade, possuem muito mais força na mensagem do que seus poderes sobre-humanos podem fazer. Isto é, os heróis conseguem penetrar no coração e na mente de seus fãs e trabalham, neles, o que se chama de "efeitos de sentido", o qual procura "aguçar a reflexão dos telespectadores acerca da importância de os adultos serem um modelo de referência positiva às crianças."
Acredito que, nesse início de século XXI, está ocorrendo o renascimento daqueles heróis criados por Stan Lee, desde a década de 40. Isso quer dizer que eles serão, por um bom tempo, ainda, importantes personagens e confiáveis referências no meio publicitário, pois possuem poder de persuasão inigualável, primeiro, devido ao seu heroísmo (mesmo que advindo de uma fantasia do criador) e, segundo, por atingirem um público que "faz o que vê", especialmente, se, quem estiver no comando, for um adulto. Pois, que venham os heróis e consigam fazer dessa nova galera uma geração de pessoas responsáveis e independentes, no futuro. What children see, children do.
Fontes:
http://www.unioeste.br/prppg/mestrados/letras/revistas/travessias/ed_001/linguagem/AN%C1LISE%20SEMI%D3TICA%20DA%20CAMPANHA%20PUBLICIT%C1RIA.pdf
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Curiosidade publicitária
Comerciais vetados.
Alguns comerciais, dada a sua ousadia, acabam caindo nas redes da censura. Parte deles ainda consegue ser veiculada, até que alguém chega e fala: "Minha mãe ficou horrorizada com aquele comercial." Basta isso para que o censo, cego e mudo, roube a cena.
Um comercial feito para uma concessionária da Toyota em São Paulo é um desses que caiu na malha fina da censura e acabou tornando-se prejuízo para o cliente. O objetivo maior desse comercial é frisar a eficiência do ar-condicionado de série. Veja, pense e comente a respeito.
Alguns comerciais, dada a sua ousadia, acabam caindo nas redes da censura. Parte deles ainda consegue ser veiculada, até que alguém chega e fala: "Minha mãe ficou horrorizada com aquele comercial." Basta isso para que o censo, cego e mudo, roube a cena.
Um comercial feito para uma concessionária da Toyota em São Paulo é um desses que caiu na malha fina da censura e acabou tornando-se prejuízo para o cliente. O objetivo maior desse comercial é frisar a eficiência do ar-condicionado de série. Veja, pense e comente a respeito.
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Publicidade mata!
Quando feita à revelia, quando feita sem paixão, mesmo que, sobre ela, haja certo profissionalismo. Há comerciais - impressos, televisivos e na Internet - de completo mau gosto, que foram desenvolvidos por agências com certo renome e experiência de mercado, fato este até mesmo estranho e de difícil assimilação. Mas, por que isso ocorre?
Na verdade, isso se dá devido a uma série de fatores que, num efeito dominó, acabam por derrubar completamente a comunicação, ou a mensagem que nela está contida. Um desses fatores é externo e diz respeito ao "empresário que entende de tudo", inclusive, de propaganda. Esse tipo de empresário, que normalmente não quer saber da criatividade dos profissionais da agência, palpita em todos os pontos e dita, ele mesmo, a redação e as imagens que farão seu comercial. Ele pode entender e compreender tudo o que se passa dentro dos limites de sua empresa, mas, daí ser também um "publicitário", não haveria necessidade alguma em contratar uma agência.
Outro fator, interno, é a falta de interação entre os profissionais da agência. Todos devem estar em perfeita sintonia quanto ao material publicitário de uma conta, a fim de conseguirem o objetivo maior, que é a sensibilização do público alvo e, claro, a conseqüente satisfação do cliente. A redação e a arte formam a dupla de criação e não perambulam sozinhas dentro da agência. Essa dupla, de forma alguma, deve pensar que é única: ela depende também de outros profissionais da propaganda, ou seja, o pessoal do tráfego, do atendimento, da recepcionista e, por que não, até mesmo daquela maravilhosa pessoa que nos serve o cafezinho todos os dias.
Propaganda mal feita, ou feita com egoísmo mata. Mata o cliente e mata também sua agência.
Na verdade, isso se dá devido a uma série de fatores que, num efeito dominó, acabam por derrubar completamente a comunicação, ou a mensagem que nela está contida. Um desses fatores é externo e diz respeito ao "empresário que entende de tudo", inclusive, de propaganda. Esse tipo de empresário, que normalmente não quer saber da criatividade dos profissionais da agência, palpita em todos os pontos e dita, ele mesmo, a redação e as imagens que farão seu comercial. Ele pode entender e compreender tudo o que se passa dentro dos limites de sua empresa, mas, daí ser também um "publicitário", não haveria necessidade alguma em contratar uma agência.
Outro fator, interno, é a falta de interação entre os profissionais da agência. Todos devem estar em perfeita sintonia quanto ao material publicitário de uma conta, a fim de conseguirem o objetivo maior, que é a sensibilização do público alvo e, claro, a conseqüente satisfação do cliente. A redação e a arte formam a dupla de criação e não perambulam sozinhas dentro da agência. Essa dupla, de forma alguma, deve pensar que é única: ela depende também de outros profissionais da propaganda, ou seja, o pessoal do tráfego, do atendimento, da recepcionista e, por que não, até mesmo daquela maravilhosa pessoa que nos serve o cafezinho todos os dias.
Propaganda mal feita, ou feita com egoísmo mata. Mata o cliente e mata também sua agência.
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