quinta-feira, 27 de maio de 2010

Designers For Obama




Yes, We Can!

Sim, nós podemos! Seria uma frase comum, se dita por uma pessoa comum. Contudo, foi dita pelo candidato mais celebrado dos Estados Unidos, hoje, seu presidente, Barack Obama.
À época das prévias e longas viagens dos candidatos, uma agência de publicidade norte-americana, a Spike-DDB, dirigida por ninguém menos que Spike Lee (roteirista e diretor hollywoodiano - "Faça a Coisa Certa", "Malcom X"), fez uma espécie de convocação de gênios do design para criarem materiais que poderiam servir na divulgação da candidatura de Obama. A participação foi mais do que o esperado e o nível de criatividade foi tão alto que o resultado disso foi um livro de capa dura, formato grande, com 182 páginas, intitulado "Designers for Obama".
Trata-se de uma obra de importante referência visual, da qual designers e publicitários de qualquer parte do planeta podem se orientar ou buscar inspiração, dado o excelente nível dos trabalhos.
O livro contém pouco texto, já que as imagens, evidentemente, é que compõem a suma comunicativa da obra. Está escrito em espanhol, inglês, italiano e português lusitano. Disponível nas melhores livrarias do país.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quando um "Erro" torna-se Arte

-------------------------------------------------------
Lembro-me quando ganhei minha primeira câmera fotográfica de verdade, lá pelos idos de 1980. Fotografava de tudo, até o "nada". Como assim, o nada? Simples, errava o shot e a imagem saía borrada, indecifrável e esquisita. Ou seja, errava feio, enquanto iniciante-fotógrafo-amador.
Mas, o tempo foi passando e a mentalidade das pessoas mudou. E como! A sensibilidade para a arte ficou tão aguçada que até o que era considerado erro tornou-se arte. Arte abstrata.
Isso é conseguido por meio de uma técnica simples, que consiste em deixar o obturador da câmera aberto por alguns segundos a mais, isto é, por meio da longa exposição. Para dar mais "vida" ao abstrato (estranho, isso, não?), o fotógrafo pode mover a lente de zoom, ou para mais, ou para menos, fazendo com que os elementos da fotografia ganhem movimento.
Bons exemplos de arte abstrata podem ser conferidos nos trabalhos do fotógrafo alemão Jakob Wagner. A série intitulada "Zoom" tem, como objeto principal, paisagens urbanas artisticamente retratadas de forma abstrata nas lentes de Wagner. O movimento natural é percebido graças aos borrões - aqueles mesmos que, há 30 anos atrás, diziam ser erro do fotógrafo - criados na imagem, por causa da longa exposição. Veja, abaixo, algumas de suas obras.



Fonte: Zupi.com.br

terça-feira, 25 de maio de 2010

IPhone: nem pra Buda, nem pra Jó.

-------------------


Há cerca de 20 meses, chegou ao Brasil o mais esperado de todos os celulares (ou seria pecado chamá-lo de celular?): o iPhone, da Apple. De longe, um dos mais completos gadgets já lançados no mercado, o IPhone ganhou o coração e os dedos de milhares de usuários no mundo todo (ou quase, já que existem países que não possuem tecnologia ou liberdade para isso), inclusive, nas terras tupiniquins.
Porém, quem hoje vai a uma loja adquirir o iPhone, deve ter, antes de tudo, paciência de Jó, ou ser budista praticante e apaixonado. Sim, porque paciência é o que as lojas estão pedindo - logo depois de pedir todos os seus dados para cadastro e aprová-lo -, devido ao fator "demanda", que parece não estar sendo cumprido pelo fabricante. Exatamente isso: os fornecedores, aqui (e acredito que em outras partes do planeta), jogam a responsabilidade sobre o fabricante, pode não estar conseguindo cobrir todos os pedidos a tempo.
Por outro lado, arruma-se mais um problema: quando chegar seu celular, provavelmente, outro modelo estará sendo lançado no mercado. Mais uma vez, se o cliente quiser ficar em sintonia com o que há de última geração, terá que esperar por sabe-se lá quanto tempo. Assim, nem Buda, nem Jó dão jeito.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Outdoor da controvérsia

Na Itália, uma agência publicitária decidiu usar a imagem de Hittler para compor a mensagem de um outdoor para uma loja de roupas. Até aí, um tanto quanto estranho, mas a coisa pegou porque Hitler está de vestido de rosa, com um coração no braço, tomando o lugar da suástica. 
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Partigiani Italianos (Anpi), Ottavio Terranova, trata-se de um "fato grave que afeta os democratas sicilianos, ofende aqueles que combateram o fascismo e o nazismo e viola os princípios democráticos e constitucionais". 
Por outro lado, o publicitário e dono da agência, Daniele Manno, afirmou que o objetivo era "ridicularizar Hitler", e ao mesmo tempo, "convidar os jovens a não se deixar condicionar por seus chefes". O anúncio era uma provocação para chamar a atenção do público, e não uma apologia ao nazismo. E não vai parar por aí: o próximo a ser ridicularizado será Mao Tsé Tung, falecido líder comunista revolucionário chinês.
Se o que Manno queria era criar controvérsias e uma bela polêmica, ele atingiu seu objetivo. E, com certeza, polêmicas e controvérsias são excelentes armas para chamar a atenção e persuadir.


Abaixo, uma foto do polêmico outdoor, onde se lê: "Mude o estilo. Não siga o seu líder". Em italiano, somente a palavra "cambia" (mude, troque).


Foto: Alessandro Fucarini/AP

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Children See, Children Do.

A publicidade sempre fez uso da imagem do herói para conseguir o approach e conquistar a confiança do público. E isso não tem sido diferente nos dias atuais, muito pelo contrário e, assim como Hollywood, os antigos heróis têm estado cada vez mais próximos do público, como que ressuscitados para uma única finalidade: persuasão.
Mas, será que funciona? Levando-se em consideração os seguintes fatores: a) esse tipo de propaganda - usando o super-herói, principalmente, o "da hora" - ser mais voltada ao público infanto-juvenil; b) esse mesmo público ter o herói como referência pessoal; e c) tomando por base a máxima "Crianças vêem, crianças fazem" (da campanha "Children see, children do", lançada em setembro de 2006 pela ONG australiana Associação Nacional pela Prevenção de Abuso e Negligência Infantil), pode-se dizer, com certeza, que esse tipo de abordagem realmente funciona.

O vídeo abaixo foi criado pela agência Deutsch LA e produzido por Prettybird e Cut + Run para a campanha de uma bebida refrigerante, a Dr. Pepper. Esse vídeo, além de referir-se ao Homem de Ferro, tem a participação especial do criador deste e de outros super-heróis, o verdadeiro herói Stan Lee. Confira.



Os heróis criados por Stan Lee, por exemplo, que o digam. Sendo assim, personagens como o Homem de Ferro, que, atualmente, está bombando nos cinemas em sua segunda aventura cinematográfica, e outros tantos que já passaram pelas cercanias da publicidade, possuem muito mais força na mensagem do que seus poderes sobre-humanos podem fazer. Isto é, os heróis conseguem penetrar no coração e na mente de seus fãs e trabalham, neles, o que se chama de "efeitos de sentido", o qual procura "aguçar a reflexão dos telespectadores acerca da importância de os adultos serem um modelo de referência positiva às crianças."
Acredito que, nesse início de século XXI, está ocorrendo o renascimento daqueles heróis criados por Stan Lee, desde a década de 40. Isso quer dizer que eles serão, por um bom tempo, ainda, importantes personagens e confiáveis referências no meio publicitário, pois possuem poder de persuasão inigualável, primeiro, devido ao seu heroísmo (mesmo que advindo de uma fantasia do criador) e, segundo, por atingirem um público que "faz o que vê", especialmente, se, quem estiver no comando, for um adulto. Pois, que venham os heróis e consigam fazer dessa nova galera uma geração de pessoas responsáveis e independentes, no futuro. What children see, children do.


Fontes:
http://www.unioeste.br/prppg/mestrados/letras/revistas/travessias/ed_001/linguagem/AN%C1LISE%20SEMI%D3TICA%20DA%20CAMPANHA%20PUBLICIT%C1RIA.pdf 



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Curiosidade publicitária 2

Mais um comercial daqueles...

A Nissan, a exemplo da Toyota, também utilizou os seios de uma modelo para passar a mensagem da eficiência da suspensão da Pathfinder. Confira o vídeo, pense e comente.





Curiosidade publicitária

Comerciais vetados.

Alguns comerciais, dada a sua ousadia, acabam caindo nas redes da censura. Parte deles ainda consegue ser veiculada, até que alguém chega e fala: "Minha mãe ficou horrorizada com aquele comercial." Basta isso para que o censo, cego e mudo, roube a cena.
Um comercial feito para uma concessionária da Toyota em São Paulo é um desses que caiu na malha fina da censura e acabou tornando-se prejuízo para o cliente. O objetivo maior desse comercial é frisar a eficiência do ar-condicionado de série. Veja, pense e comente a respeito.